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Descubra as inovações que estão transformando a área médica no Brasil

Publicado em 24/09/2022

Escrito por: Comunicação Atitus

Convidamos profissionais de referência no país, incluindo a maior autoridade em tecnologia médica, para comentar o avanço das inovações na área

A transformação digital já é uma realidade muito presente e impacta o cotidiano das pessoas. Na saúde, o panorama não é diferente — os avanços tecnológicos na medicina trazem benefícios tanto para profissionais quanto para pacientes.

A tecnologia aplicada à saúde vai muito além de equipamentos eletrônicos modernos e aplicativos digitais. A chamada Saúde 4.0, por exemplo, tem um caráter preventivo e traz a medicina para o dia a dia dos pacientes, por meio de inovações como a IoT (do inglês, internet of things), o Big Data e a Inteligência Artificial.

“A tecnologia, a capacidade de armazenamento de informações e a sua utilização como banco de dados têm permitido agilidade nos processos de investigação e na proposição de novas soluções. A área médica se aprimora com a utilização de Big Data, robotização, telemedicina, monitoramento a distância, entre outras evoluções. Com isso, veremos cada vez mais tecnologia incorporada nas ações médicas, com ampliação da capacidade de interpretar resultados, fazer diagnósticos mais precoces e tratar de forma cada vez menos invasiva os pacientes. A medicina nos próximos anos ainda terá o médico como fator central, mas auxiliado por alta tecnologia para melhorar sua eficácia, efetividade e eficiência”, destaca o cirurgião do aparelho digestivo e coordenador do curso de Medicina da Atitus, Lucas Duda Schmitz.

No Brasil, as inovações em medicina são inúmeras e, por conta disso, foi criada a ABIIS (Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde), que aponta que existem mais de 500 mil tecnologias médicas em uso atualmente.

Nas últimas décadas, foi possível observar a ascensão de tecnologias inovadoras com armazenamento de dados em potentes plataformas digitais. O médico Lucas Schmitz ressalta que as tecnologias não param por aí: Robotização de vários equipamentos e soluções em saúde, ampliação e disponibilização de redes informatizadas, e o aparecimento da inteligência artificial em vários modelos de assistência devem ser ainda mais exploradas.

“Após esse acúmulo de informações e incorporação de tecnologia (Saúde 4.0), surge a necessidade de conexão dessas inovações (Saúde 5.0) de forma a facilitar diagnósticos e tratamentos mais corretos e precoces, buscando informações através de banco de dados, fazendo integração dos mesmos e tornando mais robustas as evidências científicas a partir de uma análise computadorizada mais ágil, que pode oferecer respostas em tempo real para decisões difíceis que levariam muito tempo. Sem dúvida, esse novo cenário vai nos colocar em um novo patamar na saúde, com ganhos em velocidade nunca vistos”, finaliza.

NO QUE DIZ RESPEITO ÀS TECNOLOGIAS, O BRASIL ESTÁ MUITO AVANÇADO”, APONTA ESPECIALISTA

Dr. Renato Sabbatini, considerado a maior autoridade em tecnologia médica do Brasil, comenta que o País, no que diz respeito às tecnologias, está muito avançado quando comparado a outros países da América Latina e relativamente adiantado aos demais países desenvolvidos. “Porém, existem muitas coisas que precisam ser melhoradas, principalmente, em relação à interoperabilidade, uma vez que temos vários sistemas isolados, como por exemplo, os prontuários eletrônicos, pois não se comunicam entre si e isso não é muito bom. Uma vez que o prontuário eletrônico tem dados de saúde que precisam ser centrados no paciente”, observa.

Outro aspecto que precisa ser aprimorado, na opinião do especialista, é a regulamentação dos sistemas de apoio à inteligência artificial e a telemedicina, que ainda não foi definitivamente regulamentada no seu aspecto ético e profissional pelo Conselho Federal de Medicina. “Com relação ao software como dispositivo médico, já estamos avançando com projeto da Anvisa, que busca homologar a certificação do uso de apoio e decisão na área da saúde”, relata.

Em um universo que hoje abrange Ciência da Computação; Educação e Pesquisa Educacional; Ciências e Serviços de Saúde; História e Filosofia da Ciência; Informática Médica; Neurociências e Neurologia; Fisiologia; Pesquisa e Medicina Experimental, entre outros temas, Renato começou a desenvolver softwares para a área da saúde ainda nos anos de 1970, a partir do seu Doutorado em Medicina, na Faculdade de Ribeirão Preto, em São Paulo.

“Foi aí que eu comecei a gostar da informática em saúde. Terminei meu doutorado e fui fazer o pós-doutorado na Alemanha. Quando eles descobriram que eu gostava de programar, a turma me colocou na coordenação de vários projetos. Quando retornei ao Brasil, em 1979, passei a me dedicar à informática em saúde. Foi então que a Unicamp, em 1983, me convidou para montar o primeiro núcleo de ensino e pesquisa na área de informática biomédica do País”, recorda.

Sabbatini considera que as inovações na saúde mais importantes são aquelas que já não podem mais ser consideradas tão novas assim. “Isso envolve o prontuário eletrônico, sistemas de apoio à decisão clínica, sistemas de telemedicina e outras tecnologias que ainda não encontraram no Brasil uma aplicação como seria o desejado”, pontua.

Separamos alguns dos avanços tecnológicos médicos que impactam diretamente a vida de quem atua na área e também a saúde dos pacientes. Confira:

1 - Telemedicina

Trata-se da relação médico-paciente à distância e envolve uma série de ações desempenhadas remotamente. No Brasil, ganhou espaço com o início da pandemia de Covid-19 e, ao que tudo indica, veio para ficar. Por meio de uma plataforma, um médico pode visualizar os exames de um paciente de qualquer lugar, emitindo um laudo mesmo sem estar presente. O monitoramento de um paciente também pode ser realizado por um especialista à distância. Além disso, a telemedicina permite a redução de custos para clínicas e hospitais.

2- Inteligência Artificial

Em algumas áreas da medicina, a inteligência artificial tem sido revolucionária, como, por exemplo, no diagnóstico de imagens e na radiologia, onde existem muitos sistemas que realizam o diagnóstico de forma precisa.

Dr. Renato considera que o uso da inteligência artificial na medicina ainda é lento, pois não foram encontradas aplicações na área fora do laboratório ou clínica em que foram desenvolvidas. Além disso, para ele, AI (na sigla em inglês) funciona como um apoio para o trabalho dos médicos. “Um dos motivos é o encaixe no fluxo do trabalho médico e, principalmente, ser integrado com o prontuário eletrônico, de forma que o sistema de decisões trabalhem juntos”, pontua.

3- Prontuário Eletrônico

Considerado uma ferramenta importante para o trabalho médico, o prontuário eletrônico substitui com muitas vantagens o papel e isso se dá pelo simples fato de o arquivo ficar disponível o tempo todo na nuvem. Com isso, os registros são mais completos e há maior facilidade no uso de padrões de representações da informação, como, por exemplo, nomenclaturas, terminologias e a classificação internacional de doenças.

“Hoje, temos a informação de um paciente extremamente fragmentada. O prontuário eletrônico centrado no paciente, que permite que possam ser intercambiados com dados compartilhados entre si, é o grande futuro e que vai dar as maiores vantagens possíveis com relação ao seu uso mais intenso, que ainda caminha em passos lentos no País”, prevê.

4- Cirurgia robótica

Nos dias atuais, as cirurgias robóticas realizadas ao redor do mundo são minimamente invasivas e a grande maioria é feita através de vídeo com uso de manipuladores especializados. Sabatinni comenta que os robôs cirúrgicos ainda não são autônomos, mas sim comandados.

“Nos faltam muitas décadas para que haja robôs que fazem todo o procedimento cirúrgico sozinho ou que complementem a ação humana, permitindo a realização de cirurgias mais complexas ou delicadas”, relata.

O QUE HÁ DE INOVAÇÃO NO AMBIENTE HOSPITALAR?

A Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre é o mais antigo hospital do Rio Grande do Sul e é reconhecido pela modernidade de seus processos e equipamentos. O complexo é formado por nove hospitais, destinados à prestação de serviços assistenciais. A cada ano, realiza uma média de 6 milhões de atendimentos. O quadro de colaboradores reúne mais de 4 mil profissionais e o corpo clínico, 2,4 mil. É um dos hospitais parceiros da Atitus no ensino da medicina. A parceria busca qualificar a formação acadêmica, por meio da prática em hospital de alta complexidade.

“A Santa Casa de Porto Alegre possui dentro das suas unidades um Centro de Inovação. Este ambiente fomenta projetos de inovação que venham trazer, de alguma maneira, mais segurança ao paciente, empoderamento médico e assistencial, eficiência operacional, sustentabilidade e qualidade assistencial. O fomento a novas tecnologias e inovações circula fortemente entre todas as áreas da Santa Casa e isso permite que possamos contribuir com uma assistência de mais qualidade para a população”, explica Wagner Dorneles da Silva, Coordenador de Inovação da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre.

Atualmente, o complexo de saúde está em processo de integração com novas soluções tecnológicas. Uma delas é a 'Justmine', que promete impactar profundamente o manejo remoto de pacientes. “Esta solução irá nos permitir monitorar/navegar no cuidado dos pacientes, integrando a assistência multidisciplinar dos profissionais em todos os âmbitos da saúde”, explica.

Outra solução em fase experimental é o Laura Stewardship. Trata-se de um aplicativo que permite acesso ao compilado de antibiogramas da instituição, facilitando o processo de prescrição, além de possibilitar o acompanhamento, em uma linha do tempo completa, da história da internação do paciente com acesso rápido a alertas, exames, tratamentos, protocolos, patógenos, culturas prévias, etc.

“Desenvolvemos internamente também um aplicativo que permite conectar médicos cardiologistas externos à Santa Casa com o nosso Centro Internacional de Arritmias, dentre outras soluções que estão em processo de prototipagem”, finaliza Wagner.

CURIOSIDADES NA EVOLUÇÃO DA MEDICINA

Se hoje podemos falar em inovações na área médica, que, muitas vezes, nos parecem mágicas, no passado muitas situações consideradas bizarras contribuíram para que, de fato, as inovações fossem colocadas em prática. Conheça alguns fatos curiosos dessa história.

Teste de gravidez

Foi há mais de 40 anos, em 1976, que surgiu o primeiro teste de gravidez de farmácia, o Early Pregnancy Test. A chegada deste recurso foi revolucionária, porque podia ser feito fora do laboratório, por uma pessoa não especializada, a qualquer momento. Porém, alguns anos antes, na década de 1950, os testes de gravidez de laboratório eram feitos com sapos. A urina da mulher era colocada em contato com os anfíbios: se ela estivesse grávida, os hormônios produzidos pela placenta e excretados na urina fariam os sapos produzirem espermatozoides.

Eletricidade para o tratamento de impotência sexual

No final do século 19, a eletricidade passou a ser conhecida. Inclusive pelos cientistas que queriam curar a impotência sexual. Camas eletrificadas, cintos elétricos e outros dispositivos foram anunciados como sendo capazes de retornar o ‘poder masculino’. Nem é preciso dizer que a “invenção” não deu nem um pouco certo.

Prêmio Nobel

O médico Barry Marshall bebeu um líquido com a bactéria H.Pylori, para se infectar e provar que bactérias também podem causar úlceras. Assim, ele teve a doença, tomou os antibióticos corretos, se curou e ganhou o prêmio Nobel em 2005.

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